Apresentação
Desde 2012, o NIEDA cria experiências de aprendizagem inclusivas na interseção entre educação, design e tecnologia.
Transformamos ambientes de ensino em espaços multissensoriais e acessíveis, onde diferentes formas de percepção se complementam na construção do conhecimento.

Nossos Serviços
Soluções sob medida em acessibilidade e aprendizagem

Plataformas multissensoriais de ensino
realidade aumentada, projeções interativas, áudio binaural e interfaces táteis.

Acessibilidade em contextos educacionais e culturais
audiodescrição, legendas, Libras (em roadmap), percursos táteis e desenho universal.

Digitalização 3D
fotogrametria, modelagem e impressão articulável para fruição tátil.

Consultoria pedagógica inclusiva
desenho de experiências, curadoria educativa e mediação tecnológica.

Pesquisa, prototipação e implementação
do conceito ao piloto e à entrega instalada.
Pesquisa e Inovação
Metodologias imersivas para aprender pela experiência
Investigamos como experiências multissensoriais potencializam a compreensão de conteúdos complexos. Traduzimos conceitos em interações acessíveis e memoráveis, com participação ativa de pessoas com deficiência e avaliação contínua de usabilidade.
Sobre Nós
Núcleo interdisciplinar em educação, design e acessibilidade
Somos um núcleo independente de P&D dedicado à equidade educacional. Articulamos educação, artes e design para criar soluções tecnológicas que ampliam o acesso ao conhecimento e promovem a inclusão em contextos diversos.
Plataforma Multissensorial de Ensino: Mineração Acessível

Desenvolvida pelo NIEDA para a mineradora Vale, esta plataforma multissensorial representa uma inovação no campo da educação tecnológica e da acessibilidade em ambientes de aprendizagem. O projeto foi concebido como recurso auxiliar de ensino para estudantes do Instituto Federal de Ouro Preto e como ferramenta de divulgação científica sobre os processos de mineração para o público em geral – alunos, funcionários, professores e visitantes.
A plataforma permite que usuários experimentem o percurso completo da extração e beneficiamento do minério, incluindo etapas normalmente inacessíveis por questões de segurança. Por meio de uma estação interativa que integra realidade aumentada, projeções mapeadas, sonorizações espacializadas e óculos Quest, os usuários são imersos em processos como detonação da mina, britadores, moinhos de bolas, peneiramento e outros, vivenciando esses ambientes de forma segura e pedagogicamente mediada.
Acessibilidade como princípio estruturante
A concepção da plataforma fundamenta-se no entendimento de que a acessibilidade não é um acréscimo, mas condição essencial para a experiência educativa. Para usuários com deficiência visual, desenvolvemos um percurso tátil com sensores integrados ao sistema de áudio binaural, que cria uma ambiência sonora tridimensional, posicionando a pessoa dentro dos processos industriais. Audiodescrições contextualizam os elementos visuais, garantindo autonomia na navegação pela experiência.
Para pessoas com deficiência auditiva, implementamos legendas sincronizadas e, nas versões posteriores da plataforma, incluiremos tradução em Libras. O desenvolvimento de todos os recursos de acessibilidade contou com consultoria de pessoas com deficiência, que participaram ativamente do processo de criação e aprimoramento das soluções tecnológicas.
Fundamentação pedagógica
A plataforma articula-se com o pensamento de John Dewey sobre o aprendizado pela experiência, propondo que o conhecimento sobre processos industriais complexos seja construído por meio da vivência imersiva e da interação direta com representações tecnologicamente mediadas desses processos. A experiência multissensorial não apenas facilita a compreensão de conceitos abstratos, mas democratiza o acesso a ambientes e processos que, de outra forma, permaneceriam restritos a especialistas.














Acessibilidade em Museus
Fotogrametria e Impressão 3D: Democratizando o Acesso à Arte






O NIEDA desenvolve projetos de digitalização tridimensional e impressão articulada de obras de arte para departamentos educacionais de museus, propondo uma abordagem que transcende a visualidade como único canal de fruição estética. Por meio da fotogrametria – técnica que captura centenas de imagens para reconstruir digitalmente a volumetria de uma obra – tornamos acessível ao toque aquilo que tradicionalmente permanece distante, protegido por vitrines e cordões de isolamento.
Sóror Dolorosa: a expressividade do volume

A escultura Sóror Dolorosa, de Victor Brecheret, pertencente ao acervo do Museu Casa Guilherme de Almeida, exemplifica as possibilidades educativas dessa abordagem. Após o escaneamento fotogramétrico e a impressão em escala adequada ao manuseio, a obra foi seccionada estrategicamente para permitir sua articulação. Essa intervenção metodológica possibilita que pessoas com deficiência visual compreendam como Brecheret reconfigurou a matéria em uma estilização expressiva dos rostos e volumes que compõem a peça.
Ao articular as partes que constituem a escultura, o fruidor tatilmente apreende não apenas a forma resultante, mas o próprio processo construtivo da obra – seus planos, curvaturas, transições e a relação entre os elementos constituintes. O que era síntese visual torna-se experiência analítica e, novamente, síntese compreendida pelo tato.
Da monumentalidade à escala humana

O mesmo princípio orienta outros projetos desenvolvidos pelo NIEDA. A obra monumental de Brecheret localizada no Cemitério da Consolação, por suas dimensões e localização, só pode ser fruída visualmente e à distância. A digitalização, redução de escala e articulação transformam essa limitação, permitindo que a obra seja segurada, explorada tatilmente, compreendida em sua volumetria completa.
Arte Acessível

O Abaporu, de Tarsila do Amaral – originalmente uma pintura bidimensional –, ganha nova dimensão ao ser modelado tridimensionalmente. A tradução intersemiótica da obra amplia as possibilidades de acesso, propondo novas camadas de leitura sobre a icônica composição modernista.










Estação Interativa Tátil-Sonora
Apresentamos nossa estação tátil e sonora pensada, em primeiro lugar, para pessoas com deficiência visual explorarem o processo de geração e distribuição de energia. Em um percurso com diferentes texturas e uma paisagem sonora imersiva, o público vivencia como som e toque se combinam para construir entendimento.
Foco em pessoas com deficiência visual, escolas, museus e mediadores culturais
etapas de geração, transmissão e distribuição de energia
Recursos: mapas em relevo, superfícies com diferentes texturas, vibrações e sinais sonoros guiados
Objetivo: compreensão conceitual e fruição multissensorial do tema
Projeto realizado para o Museu Exploratório de Ciências da UNICAMP, com apoio da FACAMP, com foco em design inclusivo, segurança ao toque e mediação acessível.
Processos e Princípios
Nosso trabalho articula tecnologias de captura digital, modelagem 3D e impressão aditiva com princípios pedagógicos inclusivos. Cada projeto demanda decisões curatoriais e educativas: quais secções permitirão melhor compreensão da obra? Qual escala favorece a manipulação sem perder informação formal? Como preservar a integridade estética ao tornar a obra articulável?
Essas são questões que respondemos em diálogo com educadores museais, pessoas com deficiência visual e especialistas em história da arte, construindo recursos educacionais que não apenas traduzem obras para o campo tátil, mas propõem novas formas de conhecê-las.
a equipe do NIEDA
Nossa equipe é composta por profissionais dedicados e especializados em pesquisa, desenvolvimento científico, design e acessibilidade.

Ana Beatriz Linardi
Educação e pesquisa

Flavio Valverde
design e pesquisa

Vitor Damiani
Design e Tecnologia
Fale conosco
Fale com o NIEDA para orçamentos, parcerias e projetos sob medida. Atendemos instituições de ensino, museus e empresas. Envie sua mensagem e retornamos com uma proposta alinhada às suas necessidades.








